O secador da parede do vestiário está livre quando você sai do banho? Se a resposta costuma ser não, um secador pequeno na mochila resolve. Só que ele vai viver uma vida bem diferente da do secador de viagem.
Na viagem, o secador sai da mala, trabalha num quarto de hotel e volta para a mala. Na academia, ele vai para o chão, para o banco molhado, para o porta-malas, três ou quatro vezes por semana. Apanha mais. Em compensação, a tomada é sempre a mesma.
Isso muda o que vale pagar. Peso, que manda na bagagem de mão, quase não pesa numa mochila que já leva toalha, garrafa e tênis. Garantia longa ajuda menos num aparelho que pode cair no piso do vestiário. E a chave de voltagem, que dá trabalho a quem muda de cidade, você acerta uma vez e esquece.
O que sobe de importância é o fio. A tomada do vestiário raramente fica ao lado do espelho, e o espelho raramente fica ao lado do banco.
A nossa escolha
Para a academia, ficamos com o Mondial SC-10. Neste mês, foi o mais barato dos cinco secadores pequenos que comparamos, na loja certa. A chave de voltagem é seletora comum, no cabo, sem ferramenta. E a Mondial não enfeita a ficha dele: nada de íon nem de turmalina. Se ele cair do banco, a perda é pequena.
Um detalhe que vale saber antes: a ficha da Mondial diz que ele tem ar frio, mas o manual não mostra o botão. Não compre contando com isso.
A segunda opção é o Britânia BSC1200. Ele custa pouco também e tem o fio mais comprido dos cinco, 1,8 m pela marca. A troca de voltagem pede chave de fenda, que não vem na caixa. Na viagem, isso incomoda. Na academia, você gira uma vez em casa e nunca mais. A grade de trás ainda sai para limpar, o que ajuda num aparelho que vai pegar poeira e cabelo do vestiário.
A vida na mochila
- Esfriar antes de guardar. Secador quente fechado na mochila, junto da toalha molhada, não combina. O manual do SC-10 pede para esperar esfriar antes de guardar.
- Fio solto, não enrolado. O mesmo manual pede para não enrolar o fio no corpo do secador. Dobre em voltas largas.
- Entrada de ar livre. Toalha encostada atrás do secador tampa a passagem de ar. Quando isso acontece, ele esquenta e desliga sozinho para se proteger. Afaste o que estiver tampando, espere alguns minutos e ligue de novo.
- Longe da água. Banco molhado, piso do box e pia são os lugares em que o secador não deve ficar ligado. Terminou, tire da tomada.
- Grade limpa. Vento mais fraco que o normal costuma ser grade suja. No Britânia, ela sai. No SC-47-GR, não sai, e a limpeza é por fora, com o aparelho desligado.
Quem deve pular esta página
Quem treina de manhã e vai direto para o trabalho com escova feita, em cabelo longo. Secador de 1.200 W leva tempo, e tempo é o que falta antes do expediente. Nesse caso, o melhor costuma ser prender o cabelo no treino e secar em casa, com um secador de verdade.
E quem treina numa academia de 220 V e estava de olho no Elgin. Nessa tomada, ele cai para 1.000 W, segundo a própria Elgin.
E os outros três
O Elgin Glossy Color To Go custa parecido com os dois escolhidos, mas perde força em 220 V e a marca não informa o fio, que é justo o que importa aqui. O Mondial SC-47-GR e o WAP WS1300 custam mais por coisas que o vestiário não pede: menos gramas na bagagem de mão e garantia de 2 anos, no caso do WAP. São ótimos na mala. Na mochila que vai para o chão, o dinheiro rende menos.
No fim, a escolha é sua.
Equipe ComparaMarcas de cabelo
